10 de Agosto de 1912-Nascimento de Jorge Amado
1917-A Familia de Jorge Amado de muda para a Fazenda Taranga,em Itajuípe
1918-Nesse ano,Jorge Amado retorna a Ilhéus e passa a frequentar a escola de D.Guilhermina
1922-Jorge Amado cria um jornalzinho,"A Luneta",que é distribuido para parentes e vizinhos
1924-Jorge foge do colégio e viaja por 2 meses até a casa de seu avô paterno,no Sergipe
1924-Nesse mesmo ano,Jorge cria "A Folha"
1927-Jorge passa para o regime de externato e vai morar num casarão no Pelourinho
1929-Jorge começa a trabalhar em “O
Jornal” onde publica, sob o pseudônimo de Y. Karl, a novela "Lenita",
escrita em parceria com Dias da Costa e Edison Carneiro, que assinavam como Glauter Duval
e Juan Pablo.
1931-Jorge vê publicado pela Editora Schmidt seu primeiro romance,"O país do Carnaval"
1933-A Ariel Editora publica o livro "Cacau"
1934-Também pela Ariel,é publicado o livro "Suor"
1936-Jorge Amado é preso por motivos politicos:acusado de participar do levante ocorrido em Novembro do ano anterior-Chamado de "Intentona Comunista"-é Detido no Rio de Janeiro
1939-Jorge volta ao Rio e exerce intensa atividade política
1941-Jorge decide escrever um livro sobre Luis Carlos Prestes
1945-Foi eleito deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro(PCB)
1945-Jorge conhece Zélia Gattai,também escritora,que viria poucos meses depois a união dos Dois.
1946-Assume um mandato na Assembléia Constituinte e passa a residir no Rio de Janeiro
1948 a 1950-Período em que Jorge Amado viveu exílado na França
1954-O Românce "Os subterrâneos da Liberdade" é lançado em 3 volumes
1961-Jorge Amado é eleito,por unanímidade,para a cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras(ABL)
1962-O Pai de Jorge morre aos 81 anos no Rio de Janeiro
1963-"O Cavaleiro da Esperânça" é apreendido pela polícia.
1971-Nasce seu primeiro neto,Bruno
1972-A Mãe de Jorge morre aos 88 anos em Salvador
1976-Ocorre o fechamento da Livraria Martins Editora,e Jorge passa a ser escritor exclusivo do Record
1978-Glauber Rocha realiza documentário apontando a vida de Jorge Amado
1980-Outro neto de Jorge nasce,João Jorge Filho
1985-Toma posse na Academia de Letras da Bahia(Cadeira 21)
1986-Morre sua ex-esposa,Matilde Mendonça Gárcia Rosa,aos 73 anos de idade
1987-É ináugurada a Instituição Casa de Jorge Amado
1988-Zélia Gattai publica "O Jardim de Inverno",onde fala do exílio na Tchecoslováquia ao lado de Jorge
1990-Participa, como representante do Brasil, da comissão internacional que dará assessoria
ao projeto de reconstrução da antiga biblioteca de Alexandria, no Egito. Aberto em
Recife o arquivo do DOPS
1995-Recebe do Governo Brasileiro e Português,o Prêmio Camões
1996-Jorge sofre em Paris um Edema Pulmonar
21 de
junho de 2001-Jorge Amado é internado com uma crise de hiperglicemia e tem uma
fibrilação cardíaca. Após alguns dias, retorna à sua casa, porém, em 06 de agosto
volta a se sentir mal e falece na cidade de Salvador às 19,30 horas. A seu pedido,
seu corpo foi cremado e suas cinzas foram espalhadas em torno de uma mangueira em sua
residência no Rio Vermelho.
São Jorge Amado de Itábuna
terça-feira, 5 de junho de 2012
Curiosidades
O escritor brasileiro Jorge Amado publicou seu primeiro livro bastante
jovem. O País do Carnaval, seu primeiro romance, foi editado quando
Jorge conta 19 anos de idade.
Perseguido por seu ativismo politico, Amado foi obrigado a viver em vários países até voltar em definitivo para o Brasil. Membro do Partido Comunista Brasileiro (pelo qual se elegeu deputado), Amado teve seus livros recolhidos e queimados em praça pública durante o governo do então presidente Getúlio Vargas. Entre os países que acolheram o autor de Tieta do Agreste e Jubiabá estão Argentina, Uruguai, França e a antiga Tchecoslováquia.
Jorge Amado conheceu dezenas de jornalistas e escritores em suas andanças pelo mundo. Além de marido da famosa escritora Zélia Gattai, o baiano Jorge era amigo de Carybé, Pierre Vergé e Dorival Caymmi. Também conviveu com o cineasta Glauber Rocha, outro baiano ilustre. Conheceu Rubem Braga (com quem dividiu o mesmo teto por um curto período), Rachel de Queiróz (que o incentivou a entrar na militância política) e o chileno Pablo Neruda (que foi companheiro de viagens). Além de conhecido de Vinicíus de Morais e receber a visita do cineasta Roman Polanski, teve intensa amizade com os intelectuais franceses Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre.
Os personagens mais famosos do escritor baiano foram, talvez, Tieta do Agreste, Gabriela, Quincas Berro D´Água e Teresa Batista.
Jorge Amado é um dos escritores brasileiros mais traduzidos no mundo. É também um cujo obra recebeu mais adaptações. Terras do Sem-fim, Tieta do Agreste e Gabriela, por exemplo, viraram novelas transmitidas em horário nobre.
Jorge Amado foi para Ilhéus quando tinha apenas 1 ano de idade e lá passou a infância.
O escritor estudou Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade Nacional de Direito, no Rio de Janeiro. No entanto, nunca exerceu a advocacia.
Influenciado pela escritora Rachel de Queiroz, em 1932 tornou-se militante político de esquerda. Em 1956, ele rompeu com o Partido Comunista Brasileiro porque discordava dos crimes praticados na União Soviética durante o stalinismo.
Quando foi preso, na década de 1940, ficou na mesma cela que o historiador Caio Prado Jr. (1907-1990). Era a mesma onde o escritor Monteiro Lobato já havia estado.
O filme Dona Flor e seus dois maridos , baseado em sua obra, foi recordista de bilheteria no Brasil.
Tieta do agreste foi escrito em Londres. Jorge passou um ano trancado em uma casa, da mesma forma que fez quando foi escrever Tocaia grande. Inspirado no livro, o filme Tieta do Agreste (1996) tem Jorge Amado como narrador da história.
No dia 6 de abril de 1961 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, onde ocupa a cadeira número 23.
Casou com a escritora Zélia Gattai em 1945. Ela é autora do livro Anarquista, graças a Deus, que inspirou a mini-série exibida pela Rede Globo em 1983.
Perseguido por seu ativismo politico, Amado foi obrigado a viver em vários países até voltar em definitivo para o Brasil. Membro do Partido Comunista Brasileiro (pelo qual se elegeu deputado), Amado teve seus livros recolhidos e queimados em praça pública durante o governo do então presidente Getúlio Vargas. Entre os países que acolheram o autor de Tieta do Agreste e Jubiabá estão Argentina, Uruguai, França e a antiga Tchecoslováquia.
Jorge Amado conheceu dezenas de jornalistas e escritores em suas andanças pelo mundo. Além de marido da famosa escritora Zélia Gattai, o baiano Jorge era amigo de Carybé, Pierre Vergé e Dorival Caymmi. Também conviveu com o cineasta Glauber Rocha, outro baiano ilustre. Conheceu Rubem Braga (com quem dividiu o mesmo teto por um curto período), Rachel de Queiróz (que o incentivou a entrar na militância política) e o chileno Pablo Neruda (que foi companheiro de viagens). Além de conhecido de Vinicíus de Morais e receber a visita do cineasta Roman Polanski, teve intensa amizade com os intelectuais franceses Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre.
Os personagens mais famosos do escritor baiano foram, talvez, Tieta do Agreste, Gabriela, Quincas Berro D´Água e Teresa Batista.
Jorge Amado é um dos escritores brasileiros mais traduzidos no mundo. É também um cujo obra recebeu mais adaptações. Terras do Sem-fim, Tieta do Agreste e Gabriela, por exemplo, viraram novelas transmitidas em horário nobre.
Jorge Amado foi para Ilhéus quando tinha apenas 1 ano de idade e lá passou a infância.
O escritor estudou Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade Nacional de Direito, no Rio de Janeiro. No entanto, nunca exerceu a advocacia.
Influenciado pela escritora Rachel de Queiroz, em 1932 tornou-se militante político de esquerda. Em 1956, ele rompeu com o Partido Comunista Brasileiro porque discordava dos crimes praticados na União Soviética durante o stalinismo.
Quando foi preso, na década de 1940, ficou na mesma cela que o historiador Caio Prado Jr. (1907-1990). Era a mesma onde o escritor Monteiro Lobato já havia estado.
O filme Dona Flor e seus dois maridos , baseado em sua obra, foi recordista de bilheteria no Brasil.
Tieta do agreste foi escrito em Londres. Jorge passou um ano trancado em uma casa, da mesma forma que fez quando foi escrever Tocaia grande. Inspirado no livro, o filme Tieta do Agreste (1996) tem Jorge Amado como narrador da história.
No dia 6 de abril de 1961 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, onde ocupa a cadeira número 23.
Casou com a escritora Zélia Gattai em 1945. Ela é autora do livro Anarquista, graças a Deus, que inspirou a mini-série exibida pela Rede Globo em 1983.
Prêmios Conquistados e Títulos Honoríficos
Prêmios
Internacionais:Prêmio Internacional Lênin (Moscou, 1951); Prêmio de Latinidade (Paris, 1971); Prêmio do Instituto Ítalo-Latino-Americano (Roma, 1976); Prêmio Risit d’Aur (Udine, Itália, 1984); Prêmio Moinho, Itália (1984); Prêmio Dimitrof de Literatura, Sofia – Bulgária (1986); Prêmio Pablo Neruda, Associação de Escritores Soviéticos, Moscou (1989); Prêmio Mundial Cino Del Duca da Fundação Simone e Cino Del Duca (1990); e Prêmio Camões (1995).
Nacionais:Prêmio Nacional de Romance do Instituto Nacional do Livro (1959); Prêmio Graça Aranha (1959); Prêmio Paula Brito (1959); Prêmio Jabuti (1959 e 1970); Prêmio Luísa Cláudio de Sousa, do Pen Club do Brasil (1959); Prêmio Carmen Dolores Barbosa (1959); Troféu Intelectual do Ano (1970); Prêmio Fernando Chinaglia, Rio de Janeiro (1982); Prêmio Nestlé de Literatura, São Paulo (1982); Prêmio Brasília de Literatura – Conjunto de Obras (1982); Prêmio Moinho Santista de Literatura (1984); prêmio BNB de Literatura (1985).
Títulos Honoríficos
Comendador da Ordem Andrés Bello, Venezuela (1977); Commandeur de
l’Ordre des Arts et des Lettres, da França (1979); Commandeur de la
Légion d’Honneur (1984); Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal
da Bahia (1980) e do Ceará (1981); Doutor Honoris Causa pela
Universidade Degli Studi de Bari, Itália (1980) e pela Universidade de
Lumière Lyon II, França (1987). Grão Mestre da Ordem do Rio Branco
(1985) e Comendador da Ordem do Congresso Nacional, Brasília (1986).
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Livros Publicados
Mar Morto
Mar Morto é um romance publicado em 1936. O livro trata do nascimento, vida e morte do personagem Guma, que o autor descreve como sendo uma história que se conta nos cais baianos, uma lenda, como ele mesmo diz no final do livro: “assim contam os homens do mar”.
Mar Morto serviu de base para uma adaptação da obra de Jorge Amado para a TV, a novela Porto dos Milagres, com Marcos Palmeira no papel de Guma. Além de Mar Morto, também fez parte da adaptação o romance A Descoberta da América Pelos Turcos. A novela teve grande sucesso quando foi exibida Capitães da Areia Publicado em 1937, o livro retrata a vida de menores abandonados, os “capitães da areia”, nome pelo qual eram conhecidos os “meninos de rua” na cidade de Salvador dos anos 30. Escrito em três partes, com uma sequência de pseudo-reportagens, o romance é um dos mais lidos de Jorge Amado. Capitães da Areia é frequentemente citado como o melhor romance do autor baiano.
Gabriela, Cravo e Canela
Gabriela, Cravo e Canela foi publicado em 1958. A obra é um retorno ao chamado ciclo do cacau. Ao citar o universo de coronéis, jagunços, prostitutas e trambiqueiros de calibre variado, que desenham o horizonte da sociedade cacaueira. Na década de 20 na então rica e pacata Ilhéus desenrola-se o drama, que acaba por tornar-se uma explosão de folia e luz, cor, som, sexo e riso.Também adaptado para o cinema e para a televisão, Gabriela tornou-se um mito independente de seu autor, na figura sensual de Sônia Braga (que estrelou a versão para cinema e a novela da Globo, em 1975)Dona Flor e Seus Dois Maridos
Dona Flor e Seus Dois Maridos foi publicado em 1966. Também se tornou muito conhecido devido a uma versão cinematográfica, que até hoje é o maior público do cinema nacional de todos os tempos, com 11 milhões de espectadores.Alternando palavras e descrições e xtremamente realistas da vida boêmia da Salvador dos anos 40, com passagens mais amenas sobre comida e remédios, o livro é um extenso e nostálgico painel do cotidiano e do passado da vida baiana.
Tieta do Agreste
O livro apresenta uma situação dramática clássica: a da mulher que volta rica e poderosa à cidade de onde fora expulsa 26 anos antes, quando ainda era adolescente. À sua volta estão típicos representantes do interior baiano, lutando pela sobrevivência, defendendo ou resistindo a preconceitos, almejando pequenas ambições e que compõem um painel vivo dos conflitos provincianos que antecedem a chegada de sinais de progresso – e suas conseqüências.
O País do Carnaval
Foi o primeiro romance escrito por Jorge Amado, e foi publicado pela primeira vez em 1931.
É um relato sobre a intelectualidade brasileira na década de 1920. Paulo Rigger é o personagem principal do livro.Neste romance inicial, já se encontram, embora embrionários, os vários temas da obra o autor. Paulo Rigger, intelectual brasileiro de formação européia, deseja participar da vida política e intelectual do páis. Contesta, através, sobretudo, do Carnaval, a mestiçagem que acha ser um forte fator de atraso.Desiludido, volta para a europa.
Cacau
Cacau foi o segundo romance de Jorge Amado, publicado em 1933. Inicia o
"Ciclo do Cacau" e conta a história dos trabalhadores em fazendas de
cacau do sul da Bahia, na década de 1930, a expansão das idéias
socialistas e a luta de classes no hostil mundo dos trabalhadores do
cacau.
Suor
Suor é o terceiro livro do escritor brasileiro Jorge Amado, publicado no ano de 1934. De inpiração socialista, a obra mostra o cotidiano dos moradores de um prédio na ladeira do Pelourinho. Imersos na lógica do lucro e subjugados pelo sistema capitalista, as condições de exploração e falta de direitos dos trabalhadores é mostrada de forma explícita, refletindo-se nos salários que ganham, na parca alimentação e nas habitações em péssimas condições de higiene. A obra lembra O Cortiço, de Aluízio Azevedo.
Jubiabá
Retrata o cotidiano das classes populares na cidade de Salvador, na Bahia, sob a ótica de Antônio Balduíno.
A partir de Jubiabá, Jorge Amado trouxe para seus romances a tese comunista do "etapismo", que defendia uma aliança política da esquerda popular com a burguesia
ABC de Castro Alves
A biografia sentimental do poeta baiano Antônio Castro Alves serve para que Jorge Amado se coloque como um de seus discípulos. O autor transforma o poeta romântico em um profeta revolucionário. Um livro apaixonado e engajado na primeira fase do escritor.
O Cavaleiro da Esperança
A biografia idealizada e poética do líder comunista Luiz
Carlos Prestes foi publicada em 1944 como um libelo pela anistia dos
criminosos políticos. Censurada, a obra voltou à cena em 1979, quando a
anistia era a questão do dia.
Terras do Sem Fim
Um romance forjado como um estudo sobre a economia cacaueira
do sul da Bahia, terra natal do escritor, se transforma num relato
violento, em que coronéis prepotentes escravizam homens e mulheres a
seus caprichos e interesses econômicos.
São Jorge dos Ilhéus
Nesta obra, consagrada pela televisão, apresenta elementos peculiares das cidades de Ilhéus e Itabuna; e de seus personagens. Jorge Amado narra a luta pela conquista de terras no sul da Bahia, envolvendo política, a quase escravidão de trabalhadores em busca do enriquecimento dos fazendeiros através do cultivo do cacau.
O romance foi escrito para ser uma continuação de "Terras do
sem fim´, como uma radiografia ficcional da economia cacaueira. Os
coronéis do livro anterior, porém, dão lugar a capitalistas arrojados,
que encaram o cacau e seus plantadores como produto.
Seara Vermelha
Com "Seara vermelha", Jorge Amado discute a miséria e a fome na caatinga
através da história de cangaceiros, jagunços, soldados e de camponeses
nordestinos explorados por latifundiários.
Livro de crítica social personalizado na família de retirantes
nordestinos buscando o eldorado do sudeste brasileiro, no estado de São
Paulo, ainda mantém um discurso atual quando da análise da estrutura
Os Subterrâneos da Liberdade 1(Os Ásperos Tempos)
Este é o primeiro livro da trilogia "Os subterrâneos da liberdade",
escrita por Jorge Amado no exílio, no início dos anos 50. Trata dos
primeiros momentos da ditadura do Estado Novo, de Getúlio Vargas.
Os Subterrâneos da Liberdade 2(Agonia da Noite)
Segundo livro da trilogia "Os subterrâneos da liberdade", "Agonia da
noite" se passa durante os anos da ditadura do Estado Novo, de Getúlio
Vargas. A história foi escrita por Jorge Amado durante o exílio na então
Tchecoslováquia.
Os Subterrâneos da Liberdade 3(A Luz no Tunel)
"A luz no túnel" é o livro que fecha a trilogia "Os subterrâneos da liberdade", escrita nos anos 50, durante o segundo exílio de Jorge Amado. A história se desenvolve durante a ditadura do Estado Novo, de Getúlio Vargas.
A Morte e a Morte de Quincas Berro D´Água
O respeitável Joaquim Soares da Cunha, funcionário exemplar da Mesa
de Rendas Estadual da Bahia, rompe com a família e as convenções sociais
para viver aventuras no porto e na zona do meretrício de Salvador.
Agora se chama Quincas Berro Dágua.
Os Pastores da Noite
O sincretismo religioso do brasileiro, especialmente do baiano, é
parte fundamental da obra de Jorge Amado. Em "Os pastores da noite", o
escritor chega a levar um orixá de candomblé a uma igreja, para batizar
um menino
Tenda dos Milagres
O candomblé, a capoeira e as festas populares da Bahia fazem parte
do universo de Pedro Archanjo Ojuobá, escritor, sábio, malandro e
personagem central de "Tenda dos Milagres", romance de Jorge Amado.
Narra a história de Tereza, morena sedutora e sofrida, que luta
contra a pobreza, o preconceito e os abusos dos coronéis. Fala de amor e
desejo, da morte e da solidão. Já foi traduzido para vários idiomas e adaptado com sucesso para a televisão
Tieta do Agreste
Tieta, ex-pastora de cabras expulsa de sua terra pelo próprio pai,
volta ao lar anos depois. E volta rica, cheia de planos, causando
mudanças em sua cidade. Uma história divertida e sensual, que virou
novela e filme de sucesso
Farda,Fardão,Camisola de Dormir
A disputa por vagas na Academia Brasileira de Letras é o tema
central deste romance divertido e atípico de Jorge Amado. "Farda,
fardão, camisola de dormir" é capaz de surpreender, positivamente, os
fãs do escritor
O Sumiço da Santa:uma história de feitiçaria
"O sumiço da santa" conta a divertida história da visita de Santa
Bárbara, a do Trovão, à cidade de Salvador. Yansã no candomblé, ela se
mistura ao povo e interfere nas vidas de duas de suas filhas, Adalgisa e Manela
Navegação de Cabotagem
Ele está lá, Jorge Amado, nestas páginas, suas prisões, seus exílios,
suas farsas e armadilhas, em emoções infindáveis, seus olhos grandes,
seu riso, sua mulher tanto amada, Zélia Gattai, seu gosto pelos mares,
seu meio século de comunismo, seus 50 romances, com igualmente os
negros, os pobres, as prostitutas e os pecadores de sua cidade adorada,
Salvador da Bahia de Todos os Santos.
A Descoberta da América pelos Turcos
Em 1992, Jorge Amado lançou a história da chegada do árabe Jamil
Bichara à Itabuna, no início do século XX. Foi a sua forma de falar
sobre os 500 anos da descoberta da América sem deixar de ser original e regional
O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá:Uma História de Amor
Para presentear o filho no seu primeiro aniversário, em 1948, o
escritor Jorge Amado criou esta história romântica. Nos anos 70 o pintor
Carybé ilustrou o texto e a obra foi publicada, para deleite de outros
pequenos leitores.
"O menino grapiúna" é o próprio Jorge Amado, que conta, neste livro,
histórias de sua infância em Itabuna, no sul da Bahia. Histórias que
explicam suas influências e revelam os homens e mulheres por trás de
seus Personagens
No país do futebol, o escritor baiano resolveu
exibir a ´literatura de chuteiras´. Jorge Amado cria uma inusitada
história, com personagens não menos característicos: a bola e o goleiro,
peças centrais do momento máximo do futebol, o gol. Dessa vez, Jorge
Amado conta a história da bola Fura-Redes, a mais disputada por todos os
grandes jogadores, e o goleiro Cerca-Frangos, considerado a vergonha da
profissão. Após o encontro dos dois, algo inusitado acontece. A bola se
apaixona por seu principal inimigo. E apesar de entrar nas traves de
todos os outros goleiros, Fura-Redes se recusa a desmoralizar seu amor. A
partir disso, a carreira do maior engolidor de frangos da história,
Bilô-Bilô, muda da água para o vinho.Finalmente, ele experimeta o doce
sabor do sucesso.
Publicado em 1984, "Tocaia Grande" descreve o
processo de formação de uma cidade nordestina, nascida sob o signo da
violência e da disputa de terras, no começo do século XX. Depois de
liderar uma tocaia contra o inimigo de seu patrão, o jagunço Natário da
Fonseca recebe alguns alqueires próximos ao palco da matança, onde passa
a cultivar cacau. A chegada de comerciantes, prostitutas, tropeiros e
ex-escravos dá vida e contornos ao arraial
Lançado em 1979, O milagre dos pássaros narra um causo que se
passa na cidade alagoana de Piranhas, às margens do São Francisco,
"território de colhudos", e pode ser lido como uma sátira marota das
relações conjugais e extraconjugais no interior do nordeste. O milagre
em questão é o que propicia a fuga espetacular do poeta e trovador
Ubaldo Capadócio, recém-chegado à cidade, da ira homicida do capitão
Lindolfo Ezequiel, quando este o encontra na cama com sua esposa, a bela
e cobiçada Sabô.
Biografia
Jorge Amado nasceu na fazenda Auricídia, em Ferradas, município de
Itabuna. Filho do "coronel" João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado,
foi para Ilhéus com apenas um ano e lá passou a infância e descobriu as
letras. A adolescência ele viveria em Salvador, no contato com aquela
vida popular que marcaria sua obra.
Aos 14 anos, começou a participar da vida literária de Salvador, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes, grupo de jovens que (juntamente com os do Arco & Flecha e do Samba) desempenhou importante papel na renovação das letras baianas. Entre 1927 e 1929, foi repórter no "Diário da Bahia", época em que também escreveu na revista literária "A Luva".
Estreou na literatura em 1930, com a publicação (por uma editora carioca) da novela "Lenita", escrita em colaboração com Dias da Costa e Édison Carneiro. Seus primeiros romances foram "O País do Carnaval" (1931), "Cacau" (1933) e "Suor" (1934).
Jorge Amado bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais na Faculdade de Direito no Rio de Janeiro (1935), mas nunca exerceria a profissão de advogado. Em 1939, foi redator-chefe da revista "Dom Casmurro". De 1935 a 1944, escreveu os romances "Jubiabá", "Mar Morto", "Capitães de Areia", "Terras do Sem-Fim" e "São Jorge dos Ilhéus".
Em parte devido ao exílio no regime getulista, Jorge Amado viajou pelo mundo e viveu na Argentina e no Uruguai (1941-2) e, depois, em Paris (1948-50) e em Praga (1951-2).
Voltando para o Brasil durante a segunda guerra mundial, redigiu a seção "Hora da Guerra" no jornal "O Imparcial" (1943-4). Mudando-se para São Paulo, dirigiu o diário Hoje (1945). Anos depois, no Rio, participaria da direção do semanário "Para Todos" (1956-8).
Em 1945, foi eleito deputado federal por São Paulo, tendo participado da Assembléia Constituinte de 1946 (pelo Partido Comunista Brasileiro) e da primeira Câmara Federal posterior ao Estado Novo. Nessa condição, foi responsável por várias leis que beneficiaram a cultura. De 1946 a 1958, escreveria "Seara Vermelha", "Os Subterrâneos da Liberdade" e "Gabriela, Cravo e Canela".
Em abril de 1961, foi eleito para a cadeira número 23 da Academia Brasileira de Letras (sucedendo a Otávio Mangabeira). Na década de 1960, lançou os romances "A Morte e a Morte de Quincas Berro d'Água", "Os Velhos Marinheiros, ou o Capitão de Longo Curso", "Os Pastores da Noite", "Dona Flor e Seus Dois Maridos" e "Tenda dos milagres". Nos anos 1970, viriam "Teresa Batista Cansada de Guerra", "Tieta do Agreste" e "Farda, Fardão, Camisola de Dormir".
Suas obras foram traduzidas para 48 idiomas. Muitas se viram adaptados para o cinema, o teatro, o rádio, a televisão e até as histórias em quadrinhos, não só no Brasil, mas também em Portugal, França, Argentina, Suécia, Alemanha, Polônia, Tchecoslováquia (atual República Tcheca), Itália e EUA. Seus últimos livros foram "Tocaia Grande" (1984), "O Sumiço da Santa" (1988) e "A Descoberta da América pelos Turcos" (1994).
Além de romances, escreveu contos, poesias, biografias, peças, histórias infantis e guias de viagem. Sua esposa, Zélia Gattai, é autora de "Anarquistas, Graças a Deus" (1979), "Um Chapéu Para Viagem" (1982), "Senhora Dona do Baile" (1984), "Jardim de Inverno" (1988), "Pipistrelo das Mil Cores" (1989) e "O Segredo da Rua 18" (1991). O casal teve dois filhos: João Jorge, sociólogo e autor de peças infantis; e Paloma, psicóloga.
Jorge Amado morreu perto de completar 89 anos, em Salvador. A seu pedido, foi cremado, e as cinzas, colocadas ao pé de uma árvore (uma mangueira) em sua casa.
Aos 14 anos, começou a participar da vida literária de Salvador, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes, grupo de jovens que (juntamente com os do Arco & Flecha e do Samba) desempenhou importante papel na renovação das letras baianas. Entre 1927 e 1929, foi repórter no "Diário da Bahia", época em que também escreveu na revista literária "A Luva".
Estreou na literatura em 1930, com a publicação (por uma editora carioca) da novela "Lenita", escrita em colaboração com Dias da Costa e Édison Carneiro. Seus primeiros romances foram "O País do Carnaval" (1931), "Cacau" (1933) e "Suor" (1934).
Jorge Amado bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais na Faculdade de Direito no Rio de Janeiro (1935), mas nunca exerceria a profissão de advogado. Em 1939, foi redator-chefe da revista "Dom Casmurro". De 1935 a 1944, escreveu os romances "Jubiabá", "Mar Morto", "Capitães de Areia", "Terras do Sem-Fim" e "São Jorge dos Ilhéus".
Em parte devido ao exílio no regime getulista, Jorge Amado viajou pelo mundo e viveu na Argentina e no Uruguai (1941-2) e, depois, em Paris (1948-50) e em Praga (1951-2).
Voltando para o Brasil durante a segunda guerra mundial, redigiu a seção "Hora da Guerra" no jornal "O Imparcial" (1943-4). Mudando-se para São Paulo, dirigiu o diário Hoje (1945). Anos depois, no Rio, participaria da direção do semanário "Para Todos" (1956-8).
Em 1945, foi eleito deputado federal por São Paulo, tendo participado da Assembléia Constituinte de 1946 (pelo Partido Comunista Brasileiro) e da primeira Câmara Federal posterior ao Estado Novo. Nessa condição, foi responsável por várias leis que beneficiaram a cultura. De 1946 a 1958, escreveria "Seara Vermelha", "Os Subterrâneos da Liberdade" e "Gabriela, Cravo e Canela".
Em abril de 1961, foi eleito para a cadeira número 23 da Academia Brasileira de Letras (sucedendo a Otávio Mangabeira). Na década de 1960, lançou os romances "A Morte e a Morte de Quincas Berro d'Água", "Os Velhos Marinheiros, ou o Capitão de Longo Curso", "Os Pastores da Noite", "Dona Flor e Seus Dois Maridos" e "Tenda dos milagres". Nos anos 1970, viriam "Teresa Batista Cansada de Guerra", "Tieta do Agreste" e "Farda, Fardão, Camisola de Dormir".
Suas obras foram traduzidas para 48 idiomas. Muitas se viram adaptados para o cinema, o teatro, o rádio, a televisão e até as histórias em quadrinhos, não só no Brasil, mas também em Portugal, França, Argentina, Suécia, Alemanha, Polônia, Tchecoslováquia (atual República Tcheca), Itália e EUA. Seus últimos livros foram "Tocaia Grande" (1984), "O Sumiço da Santa" (1988) e "A Descoberta da América pelos Turcos" (1994).
Além de romances, escreveu contos, poesias, biografias, peças, histórias infantis e guias de viagem. Sua esposa, Zélia Gattai, é autora de "Anarquistas, Graças a Deus" (1979), "Um Chapéu Para Viagem" (1982), "Senhora Dona do Baile" (1984), "Jardim de Inverno" (1988), "Pipistrelo das Mil Cores" (1989) e "O Segredo da Rua 18" (1991). O casal teve dois filhos: João Jorge, sociólogo e autor de peças infantis; e Paloma, psicóloga.
Jorge Amado morreu perto de completar 89 anos, em Salvador. A seu pedido, foi cremado, e as cinzas, colocadas ao pé de uma árvore (uma mangueira) em sua casa.
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